A proposta do Museu
A definição do ICOM para um museu é:
“Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição”.
Então, burocraticamente, até agora (pode mudar a qualquer momento, como a grande maioria das coisas…), a minha idéia para o Museu de Teatro é:
O “Museu de Teatro” é uma instituição permanente e sem fins lucrativos. Sua missão é interagir com o público da cidade de São Paulo e seus visitantes através dos princípios da sociomuseologia, que busca acima de tudo respeitar as necessidades da comunidade em que o museu está instalado. Seu foco principal de atuação são as artes cênicas- teatro, dança, circo…- mas não na perspectiva somente do que “já foi”. Sua área de atuação envolve o fazer teatral como um todo, incluindo os diversos acervos gerados em cada parte da produção cênica. Seus princípios de museu universitário definem suas linhas de atuação em ensino, pesquisa e extensão, tanto para os alunos da USP como para a comunidade em geral.
Agora, uma definição mais livre diria assim:
O Museu de Teatro não é só um museu- é um centro de pesquisa, de estudos, de cultura geral em que o teatro e a museologia assumem o papel principal diante do visitante. Os que vierem ao Museu de Teatro não encontrarão apenas coleções, acervos do teatro paulistano,figurinos incríveis, maquetes e fotografias: eles poderão encontrar a chance de se renovarem através das artes cênicas. Através dos cursos, dos workshops, das pesquisas de linguagem cênica, da interação com pessoas e coisas que têm uma história, o visitante terá uma nova trajetória a percorrer. Isso tudo em uma Vila Industrial do começo do século XX, em plena cidade de São Paulo e com todas a s facilidades que a tecnologia pode oferecer.
E uma visão já completamente aberta e ,huummm, digamos, poética:
O Museu de Teatro é um lugar onde as musas se encontram para lembrar o ser humano que ele ainda vive, pulsa e tem o direito de sentir emoções próprias, não fabricadas. O visitante vai parar para pensar como a arte pode ser um grande instrumento de renovação da sua própria vida e gerar mudanças positivas para a sociedade em geral. Para os saudosistas, um afago na imaginação. Para os iconoclastas, a abertura para entender melhor que processos nem sempre precisam estar ligados ao passado, mas que podem partir dele. Para quem nunca foi a um museu, uma oportunidade única de desfrutar de um lugar tão paulistano como a Vila Maria Zélia que nem parece paulistana, e no entanto, sempre esteve ali, contando suas histórias, um museu a céu aberto. Um lugar onde o visitante vai poder ser ele mesmo, finalmente, sem máscaras- a não ser que ele use uma de Teatro, mesmo.
Caro Prof. Fausto,
Parabéns pela iniciativa de criar esse projeto e pela luta, que certamente empreenderá, para sua implementação. acredito muito na importância de museus, assim interativos como esse que o sr. propõe. Sou professora de Literatura, uma atriz que nunca foi adiante nesse desejo, mas que incentivou muita gente nessa direção… Acredito que o professor também faz uso de máscaras (perona) no seu ofício e adoraria vivenciar a riqueza desse espaço. Todo sucesso possível nesse empreendimento.
Prezada Josana,
Adorei seu comentário, muito obrigado. esse bassi de Moura tem a ver com a Carolina, certo? Então o talento vem de família?Isso dá uma tese de doutorado, hein?Abs.
[...] me fez lembrar do projeto iniciado pelo Profº da ECA/USP, Fausto Viana, que propõe a criação do Museu de Teatro em São Paulo (e também um centro de [...]
[...] e conhecimento, já iniciado pelo Profº da ECA/USP, Fausto Viana, propondo a criação do Museu de Teatro em São Paulo (e também um centro de [...]